Servidores da Santa Casa de Campo Grande relatam sobrecarga e denunciam demissões

Há cerca de dois meses, trabalhadores da Santa Casa de Campo Grande estão incomodados com redução do número de funcionários da instituição de saúde. Em relato funcionários contam que mais de 50 colaboradores teriam sido desligados do hospital, que não teria contratado novos profissionais, gerando uma sobrecarga nos que permaneceram na instituição.

“Os que sobraram estão sobrecarregados com o trabalho e não querem contratar ninguém. O restante dos funcionários que sobraram estão pedindo as contas, porque estão todos sobrecarregados”, conta uma das funcionárias, que preferiu não ser identificada.

Segundo ela, todos os setores sofreram baixa no quadro de funcionários, sendo os mais afetados enfermagem, farmácia e higienização. “Assim trabalhamos cansados e doentes sem que ninguém dissesse algo para nos ajudar”, afirma.

Todos os setores teriam sido afetados por demissões. Foto: Henrique Arakaki/Midiamax

 

Os trabalhadores que permanecem no hospital estariam sendo coagidos a aumentar a carga de trabalho. “Estão forçando os trabalhadores que fazem 6 horas a mudarem para 12 horas. Já foram feitas reclamações e nada fizeram”, relata a funcionária. “Estamos todos desesperados e não sabemos onde recorrer”, desabafa.

Ela conta que se a situação permanecer, também pedirá demissão da Santa Casa. “Vou pedir a minha também. Estamos sem chefia e está muito bagunçado essa instituição”, conta.

Posicionamento

Em nota enviada, a Santa Casa de Campo Grande afirma que o quadro de funcionários está sendo resposto, sem sobrecarga aos funcionários. “Informamos que todas as decisões institucionais tomadas pela Santa Casa de Campo Grande são de direito da entidade privada. Em relação à sobrecarga dos setores mencionados, não podemos afirmar, pois, o quadro de pessoal está sendo reposto. No que se refere às supervisões e coordenação, temos hoje todas elas no quadro vigente”, pontua.

A nota ressalta que os relatos a respeito de sobrecarga da equipe de enfermagem não procedem. “Estamos com 77% de ocupação no hospital agora, não havendo sobrecarga para assistência e setores de apoio”, finaliza.


Crédito imagem: Divulgação

Crédito matéria: Renata Barros